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Lua, por muito tempo acreditou apenas no amor que está no papel ou imaginação. Assim, o conto apresenta a história da Lua, que narra a perspectiva que possui do amor, pois por muito tempo acreditou apenas no que está nas histórias ou imaginações. Suas feridas fizeram com que colocasse outras pessoas como prioridades em sua vida. Com isso, acabou não encontrando a sua própria identidade ao não olhar para si mesma. Durante a sua vida, passou por relacionamentos complicados. Não sabe quem é ou o que busca, e qual é o seu propósito. Estar sozinha traz uma sensação de conforto. Por meio da literatura e da escrita, ela começa a expressar o que sente e como se compreende no mundo.

Felizes para sempre?

     O amor, não é apenas uma palavra, engloba tantos sentimentos diferentes, e nos meus pensamentos, existem tantas dúvidas sobre. Quando era mais jovem, pensava que, quando estávamos entregues a alguém, tudo ficava instável, perdemos o controle da situação. Há tanta intensidade. Assim, transformava-se em um ciclo de medos e inseguranças. Por isso, preferia ler essas histórias e não vivê-las. 

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     Cada pessoa que conheci, de alguma forma, já foi uma inspiração na minha vida, suas histórias e vivências. Logo, gerando um misto de sentimentos enquanto ouvia. Por isso, ao pensar que o mundo possui bilhões de habitantes e cada pessoa é o personagem da própria história, entendo que a criatividade pode fluir para diversos caminhos, e nunca faltará enredo. Às vezes, vem à minha cabeça pensamentos como “quando será que a minha história vai começar?”. Na época, acreditava que eu estava atrasada para a vida, não vivi nada durante tantos anos. Sentia como um arrependimento, de que daqui alguns anos iria olhar para trás e não gostar do que via. Por isso, no meu décimo oitavo aniversário, reconheci que precisava mudar algumas atitudes, sair dessa bolha que vivia. Aliás, não sabia quem era, o que buscava, o que gostava, além de nunca sentir o que é amar verdadeiramente. 

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     Esses pensamentos não saiam da minha cabeça, enquanto caminhava para a universidade. Estava prestes a entrar em uma nova fase da vida, então por qual motivo eu continuaria naquela zona de conforto? Para que sempre me arrepender de não ter feito nada? Então, se nos livros as personagens se jogavam para ter um final feliz, farei o mesmo. 

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     No momento que cruzei a porta da sala de aula, abaixei a cabeça e segui rapidamente para a última mesa da fileira da parede. É, talvez não seja tão fácil como eu imaginava. Comecei a analisar um por um dentro da sala, por enquanto são poucos, provavelmente cheguei cedo. Lembro como se fosse hoje, estava tão ansiosa. Diante disso, coloquei o fone de ouvido e comecei a folhear um dos meus livros favoritos, para ver se me acalmava.

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